segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

cintilações elementares...

Os butiás tem me caído do bolso com uma frequência assustadora!
o que me leva a pensar...

[lá-lá-laiá lá vamos nós filosofar]

de verdade algo tem que mudar
talvez abandonar esse velho e estúpido hábito de guardar frutas nos bolsos...

mas...
a questão vai mais além.
por que os bolsos estão furados?
talvez porque além de butiás eu carregue pedras nos bolsos.

touché!!!

ahhhhh,as pedras,aquelas pedras...
então...

Virginia Woolf porque você carregava pedras nos bolsos?




terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Ninando..


Ain't Got No / I Got Life

Nina Simone

Ain't got no home, ain't got no shoes
Ain't got no money, ain't got no class
Ain't got no skirts, ain't got no sweaters
Ain't got no faith, ain't got no beard
Ain't got no mind

Ain't got no mother, ain't got no culture
Ain't got no friends, ain't got no schooling
Ain't got no name, ain't got no love
Ain't got no ticket, ain't got no token

Ain't got no God
What have I got?
Why am I alive anyway?
Yeah, what have I got?
Nobody can take away

I got my hair, I got my head
I got my brains, I got my ears
I got my eyes, I got my nose
I got my mouth, I got my smile

I got my tongue, I got my chin
I got my neck, I got my boobs
I got my heart, I got my soul
I got my back, I got my sex

I got my arms, I got my hands
I got my fingers, Got my legs
I got my feet, I got my toes
I got my liver, Got my blood

I've got life, I've got my freedom
I've got the life

I got a headache, and toothache,
And bad times too like you,
I got my hair, I got my head
I got my brains, I got my ears
I got my eyes, I got my nose
I got my mouth, I got my smile

I got my tongue, I got my chin
I got my neck, I got my boobies
I got my heart, I got my soul
I got my back, I got my sex

I got my arms, I got my hands
I got my fingers, Got my legs
I got my feet, I got my toes
I got my liver, Got my blood

I've got life, I've got my freedom
I've got life, I'm gonna keep it
I've got life, I'm gonna keep it

retalhos e recortes...





  

meu inferno tem almofadas de veludo...




 

domingo, 9 de janeiro de 2011

de flâneur a flotteur...

tenho me perguntado...
onde foi parar todo o amor/respeito/admiração/tesão
que eu sentia por aquele homem
onde?
toda aquela paixão de enganos ficou jogada ali
naquele cestinho de banheiro da Fernando Machado
reduzida a apodrecer entre resquícios de porra/merda/bitucas/mentiras.

é tia Rita...

tudo vira bosta!

e o que não é real mais rápido ainda se decompõe.

agora script/personagem flotan no Guaiba...

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

perder la ternura jamás!

sou um turbilhão de sentimentos
um atrás do outro...
uma confusão que ninguém entende.
nem eu mesma entendo
mas o que isso importa?
sou amada pela maioria das pessoas
eu disse maioria
não se pode agradar a todos
tenho uns tantos bons amigos.daqueles pra vida toda!
[amo vcs]
tenho meu jeito
o jeito honesto mariazinha-do-passo-certo de ser...
e me orgulho disso.
me orgulho da minha família
da educação que me deram
da educação que passei pra meu filho.
do homem que ele se tornou,não ficou só no rascunho.
olho pra frente de cabeça erguida.
coloco minha cabeça no travesseiro a noite e minha conciência é serena
nunca fiz filhadaputice com ninguém
por isso durmo a noite e não na vida.
então...
ASÍ SOY YO
se tô em casa,apoio os pés na mesa sem medo.
tomo banho de porta aberta.
desafino no chuveiro.
durmo no sofá.
perco as chaves.
durmo com a janela aberta.
ouço Rolling Stones,Beatles,Alceu Valença,Cowboy Junkies,Etta James,Johnny Cash e Paulinho da Viola.
nessa ordem e no mesmo máximo volume.
amo!
se os vizinhos estranham?
acho que sim.
e tudo bem.
ou faz de conta.
eu sou feliz, sambando assim meu rock'n roll.
[perder o meu sorriso?jamás!] 

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

não,não digas nada...


tudo isto [este post] para afirmar, com pompa e circunstância, por que não me é possível perdoar...
somente quando o que estiver la registrado não me fizer nenhuma diferença.
(espero que seja biodegrável o que sinto)
exercício de sobreviência.  
status quo:alerta (fragilidades valvulares)
resoluções: voltar a Penélope,o tal ofício da paciência....
respirar,de novo respirar,amordaçar o coração para o seu próprio bem,dominá-lo,domá-lo,torná-lo um orgão manso,obediente..
fugir aos acidentes cardiovasculares(o último foi intenso demais)
consertar meu desfribilador...

por enquanto deixa quieto,continuo treinando quedas.
dias desses,quando o lembrar e não sentir aquela sensação de soco na boca do estômago, mando sinal de fumaça.
ou não.
do resto, aquele mesmo resto...
conservo tudo no mesmo lugar,saudade não tem forma e nem contém nada.
resta olhar por outro ângulo.
para apenas concluir o mesmo.


e segue o baile.

     
    Não: não digas nada! 
    Supor o que dirá 
    A tua boca velada 
    É ouvi-lo já 
    É ouvi-lo melhor 
    Do que o dirias. 
    O que és não vem à flor 
    Das frases e dos dias. 
    És melhor do que tu. 
    Não digas nada: sê! 
    Graça do corpo nu 
    Que invisível se vê.
    Fernando Pessoa, 5/6-2-1931

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

tudo aquilo,nada disso...

adiar é dar tempo ao diabo...

mania de que se pode ir ao inferno e voltar...
na real, não deve haver nada de extra no fato de um moribundo agonizar um gesto de despedida, fazer um último aceno,antes de partir deste mundo. não haverá, portanto, nada de místico em saber  que se vai morrer.os orgãos falham e os sentidos vão-se, o corpo fala e nós ouvimos.
é fácil: (mais coisa,menos coisa) primeiro o coração dá sinal; hesita, acelera, atrapalha-se, anuncia a retirada.
depois o estômago encarrega-se de trazer o inferno à boca (o que facilmente se confundirá com a probabilidade de um vómito). o primeiro sentido a ir-se é a audição. a cabeça dentro de um pequeno compressor, à sua volta o mundo roda, roda, roda. no giro,acaba-se o equilíbrio.
do que vem depois, nada se sabe.

então das duas uma: ou se recobra, ou não se recobra.

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

small sensations..

o fim-de-semana foi assim: muitas horas de afeto,epiderme permeável a substâncias,refrões ecoados na casa onde mora a música,sorrisos domingueiros prolongados até ao início do outro dia...
estamos sempre a fazer malabarismos,sempre aquele medinho de talvez cair..
mas alguém duvida que um combo de horas coloridas e ensolaradas não mereçam esse risco...
;)

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

este post tem dedicatória...

ja áh tempos sei de uma coisa:


a cena da donzela ofendida não funciona.
não combina comigo.
morrer de desgosto?
não!
tomar o veneno que a Julieta tomou?
tb não!
mas por outro lado,não se escapa a maldição do amor..
ao arroubo da paixão...
a melancolia da solidão...
aquela vontade de cair no abismo (sei que vou cair,e caio bem feliz...).
o amor é um castigo que eu procuro,confesso.
meu coração tem elastano,sou capaz das mais incríveis acrobacias,piruetas,contorcionismos dignos do Cirque du Soleil.
neste estica e puxa,morro um pouquinho e volto,ressurjo com aquela forma mansa de gostar que suporta a decepção.
mas é um risco,como assinar um pacto com o demo.(faca de dois gumes...)
ao perder a vergonha absoluta e passar por cima de qualquer falta de respeito,em nome de um amor,se corre o risco de assumir a sina de mulher de bandido...

o perdão é uma coisa fugaz, algo semelhante a culpa.

talvez a possibilidade para o perdão surja na proporção do desejo.talvez..
sei lá,to divagando...
coisas de hermanita...
poucos entendem a capacidade de gostar além da decepção.

enfim,como Penélope,pratico o nobre ofício da espera...
a vida segue e traz com ela uma série de amores(quem sabe)
noites de insónia e momentos breves de estar perto de qualquer coisa..