quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

não,não digas nada...


tudo isto [este post] para afirmar, com pompa e circunstância, por que não me é possível perdoar...
somente quando o que estiver la registrado não me fizer nenhuma diferença.
(espero que seja biodegrável o que sinto)
exercício de sobreviência.  
status quo:alerta (fragilidades valvulares)
resoluções: voltar a Penélope,o tal ofício da paciência....
respirar,de novo respirar,amordaçar o coração para o seu próprio bem,dominá-lo,domá-lo,torná-lo um orgão manso,obediente..
fugir aos acidentes cardiovasculares(o último foi intenso demais)
consertar meu desfribilador...

por enquanto deixa quieto,continuo treinando quedas.
dias desses,quando o lembrar e não sentir aquela sensação de soco na boca do estômago, mando sinal de fumaça.
ou não.
do resto, aquele mesmo resto...
conservo tudo no mesmo lugar,saudade não tem forma e nem contém nada.
resta olhar por outro ângulo.
para apenas concluir o mesmo.


e segue o baile.

     
    Não: não digas nada! 
    Supor o que dirá 
    A tua boca velada 
    É ouvi-lo já 
    É ouvi-lo melhor 
    Do que o dirias. 
    O que és não vem à flor 
    Das frases e dos dias. 
    És melhor do que tu. 
    Não digas nada: sê! 
    Graça do corpo nu 
    Que invisível se vê.
    Fernando Pessoa, 5/6-2-1931

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