terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

e o resto vem...


o pior do efeito maléfico da prisão prolongada é o costume com a mesma.
aquela mansa e traiçoeira penetração do mal...

"é difícil imaginar até que ponto a natureza humana se pode desfigurar."
[Cadernos da Casa Morta | Dostoievski]


tudo se confunde com a própria pele.
o exercício de libertação é lento,dolorido
não se volta simplesmente a ser dona do seu ir e vir,
do próprio tempo sem antes passamos pelo medo de ter,repentinamente[e de novo]
o poder da escolha sobre a falta de utilidade dos afazeres.
ainda não se está inteiramente desintoxicado.
mas a cura se faz em pequenos passos.
com doses maciças do que/de quem te faz bem...
olhos de jabuticaba,unhas de cereja...
aos poucos,aprende-se a desaprender tudo o que dói.
enquanto isso...
meus mini-planos para dominar o mundo sempre existirão
e o verão sempre será o meu reino...






"relaxa baby e flui
barquinho na correnteza...
Deus dará."
[Caio Fernando Abreu]

4 comentários:

  1. É isso aí negrinha. nunca duvidei do teu poder... hauahuahu

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  2. É um prazer ler o que tu escreve! Beso! Delic

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  3. Mas quando a gente sente por dentro, pela pele, nos olhos brihantes, esse estado de libertação... É A GLÓRIA. É difícil, é uma cicatrização, nasce de uma morte, mas a sensação que aos poucos nasce de dentro desse escuro, é divina! :D

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