ja áh tempos sei de uma coisa:
a cena da donzela ofendida não funciona.
não combina comigo.
morrer de desgosto?
não!
tomar o veneno que a Julieta tomou?
tb não!
mas por outro lado,não se escapa a maldição do amor..
ao arroubo da paixão...
a melancolia da solidão...
aquela vontade de cair no abismo (sei que vou cair,e caio bem feliz...).
o amor é um castigo que eu procuro,confesso.
meu coração tem elastano,sou capaz das mais incríveis acrobacias,piruetas,contorcionismos dignos do Cirque du Soleil.
neste estica e puxa,morro um pouquinho e volto,ressurjo com aquela forma mansa de gostar que suporta a decepção.
mas é um risco,como assinar um pacto com o demo.(faca de dois gumes...)
ao perder a vergonha absoluta e passar por cima de qualquer falta de respeito,em nome de um amor,se corre o risco de assumir a sina de mulher de bandido...
o perdão é uma coisa fugaz, algo semelhante a culpa.
talvez a possibilidade para o perdão surja na proporção do desejo.talvez..
sei lá,to divagando...
coisas de hermanita...
poucos entendem a capacidade de gostar além da decepção.
enfim,como Penélope,pratico o nobre ofício da espera...
a vida segue e traz com ela uma série de amores(quem sabe)
noites de insónia e momentos breves de estar perto de qualquer coisa..

Sina de mulher!!!
ResponderExcluirmas sabemos como poucas VIVER!!!
Essa minha amiga me causa admiração...pela forma que ela escreve...que ela se traduz...pela forma que ela vê a vida e o amor...
ResponderExcluirsimplesmente...adorei!!! é a tua cara!!!
e acho que tu tem total razão em pensar assim....que triste são, as pessoas que não conseguem virar a página, seguir em frente e investir em algo muito maior que isso, que é o amor!!! beijos
Uma verdadeira Clarice Lispector!!! Um beijo lisergico!
ResponderExcluircomo diria Tom Zé...jogos de a(r)mar, singular o tema, bi o texto e tri a foto.
ResponderExcluirO amor é tão engraçado que algumas vezes não tem graça alguma. Mesmo vinho bom da ressaca. Aí é melhor ficar quietinho.
ResponderExcluirbjão Sander