sábado, 18 de dezembro de 2010
quarta-feira, 15 de dezembro de 2010
não,não digas nada...
tudo isto [este post] para afirmar, com pompa e circunstância, por que não me é possível perdoar...
somente quando o que estiver la registrado não me fizer nenhuma diferença.
(espero que seja biodegrável o que sinto)
exercício de sobreviência.
status quo:alerta (fragilidades valvulares)
resoluções: voltar a Penélope,o tal ofício da paciência....
respirar,de novo respirar,amordaçar o coração para o seu próprio bem,dominá-lo,domá-lo,torná-lo um orgão manso,obediente..
fugir aos acidentes cardiovasculares(o último foi intenso demais)
consertar meu desfribilador...
por enquanto deixa quieto,continuo treinando quedas.
dias desses,quando o lembrar e não sentir aquela sensação de soco na boca do estômago, mando sinal de fumaça.
ou não.
do resto, aquele mesmo resto...
conservo tudo no mesmo lugar,saudade não tem forma e nem contém nada.
resta olhar por outro ângulo.
para apenas concluir o mesmo.
para apenas concluir o mesmo.
e segue o baile.
- Não: não digas nada!
- Supor o que dirá
- A tua boca velada
- É ouvi-lo já
- É ouvi-lo melhor
- Do que o dirias.
- O que és não vem à flor
- Das frases e dos dias.
- És melhor do que tu.
- Não digas nada: sê!
- Graça do corpo nu
- Que invisível se vê.
- Fernando Pessoa, 5/6-2-1931
segunda-feira, 13 de dezembro de 2010
adiar é dar tempo ao diabo...
mania de que se pode ir ao inferno e voltar...
na real, não deve haver nada de extra no fato de um moribundo agonizar um gesto de despedida, fazer um último aceno,antes de partir deste mundo. não haverá, portanto, nada de místico em saber que se vai morrer.os orgãos falham e os sentidos vão-se, o corpo fala e nós ouvimos.
é fácil: (mais coisa,menos coisa) primeiro o coração dá sinal; hesita, acelera, atrapalha-se, anuncia a retirada.
depois o estômago encarrega-se de trazer o inferno à boca (o que facilmente se confundirá com a probabilidade de um vómito). o primeiro sentido a ir-se é a audição. a cabeça dentro de um pequeno compressor, à sua volta o mundo roda, roda, roda. no giro,acaba-se o equilíbrio.
do que vem depois, nada se sabe.
então das duas uma: ou se recobra, ou não se recobra.
segunda-feira, 6 de setembro de 2010
small sensations..
o fim-de-semana foi assim: muitas horas de afeto,epiderme permeável a substâncias,refrões ecoados na casa onde mora a música,sorrisos domingueiros prolongados até ao início do outro dia...
estamos sempre a fazer malabarismos,sempre aquele medinho de talvez cair..
mas alguém duvida que um combo de horas coloridas e ensolaradas não mereçam esse risco...
;)
quinta-feira, 26 de agosto de 2010
este post tem dedicatória...
ja áh tempos sei de uma coisa:
a cena da donzela ofendida não funciona.
não combina comigo.
morrer de desgosto?
não!
tomar o veneno que a Julieta tomou?
tb não!
mas por outro lado,não se escapa a maldição do amor..
ao arroubo da paixão...
a melancolia da solidão...
aquela vontade de cair no abismo (sei que vou cair,e caio bem feliz...).
o amor é um castigo que eu procuro,confesso.
meu coração tem elastano,sou capaz das mais incríveis acrobacias,piruetas,contorcionismos dignos do Cirque du Soleil.
neste estica e puxa,morro um pouquinho e volto,ressurjo com aquela forma mansa de gostar que suporta a decepção.
mas é um risco,como assinar um pacto com o demo.(faca de dois gumes...)
ao perder a vergonha absoluta e passar por cima de qualquer falta de respeito,em nome de um amor,se corre o risco de assumir a sina de mulher de bandido...
o perdão é uma coisa fugaz, algo semelhante a culpa.
talvez a possibilidade para o perdão surja na proporção do desejo.talvez..
sei lá,to divagando...
coisas de hermanita...
poucos entendem a capacidade de gostar além da decepção.
enfim,como Penélope,pratico o nobre ofício da espera...
a vida segue e traz com ela uma série de amores(quem sabe)
noites de insónia e momentos breves de estar perto de qualquer coisa..
a cena da donzela ofendida não funciona.
não combina comigo.
morrer de desgosto?
não!
tomar o veneno que a Julieta tomou?
tb não!
mas por outro lado,não se escapa a maldição do amor..
ao arroubo da paixão...
a melancolia da solidão...
aquela vontade de cair no abismo (sei que vou cair,e caio bem feliz...).
o amor é um castigo que eu procuro,confesso.
meu coração tem elastano,sou capaz das mais incríveis acrobacias,piruetas,contorcionismos dignos do Cirque du Soleil.
neste estica e puxa,morro um pouquinho e volto,ressurjo com aquela forma mansa de gostar que suporta a decepção.
mas é um risco,como assinar um pacto com o demo.(faca de dois gumes...)
ao perder a vergonha absoluta e passar por cima de qualquer falta de respeito,em nome de um amor,se corre o risco de assumir a sina de mulher de bandido...
o perdão é uma coisa fugaz, algo semelhante a culpa.
talvez a possibilidade para o perdão surja na proporção do desejo.talvez..
sei lá,to divagando...
coisas de hermanita...
poucos entendem a capacidade de gostar além da decepção.
enfim,como Penélope,pratico o nobre ofício da espera...
a vida segue e traz com ela uma série de amores(quem sabe)
noites de insónia e momentos breves de estar perto de qualquer coisa..
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